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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dirceu foi principal articulador da compra de apoio no Congresso, diz relator do mensalão


O relator do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, afirmou na sessão desta quarta-feira (3) que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi "o principal articulador político" do esquema de compra de apoio no Congresso, "e se ocupou dessa função de modo intenso". Para Barbosa, "é fato público e notório" o envolvimento direto de Dirceu na articulação com parlamentares da base do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).
Assim, Barbosa contesta frontalmente o argumento da defesa do ex-ministro, que alega que Dirceu se afastou do convívio e das atividades do PT, não exercendo portanto influência alguma sobre Delúbio Soares, tesoureiro do partido à época do escândalo, e José Genoino, presidente da sigla. Os dois aparecem como avalistas de empréstimos milionários feitos pelo publicitário mineiro Marcos Valério, que serviu para alimentar repasses a legendas da base aliada, como o PR e o PTB.
"Houve efetivamente distribuição de milhões de reais a parlamentares da base aliada do governo. Cabe analisar quem foram os responsáveis pelos pagamentos [a parlamentares]", disse Barbosa, para mais adiante responsabilizar o ex-ministro. "Dirceu efetivamente comandou a atuação de Marcos Valério e Delúbio Soares. Entender que Marcos Valério e Delúbio agiram sozinhos (...) é inadmissível."
Segundo o relator, foi Dirceu quem se reuniu com o Banco Rural e o BMG antes que empréstimos fossem concedidos a Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão. Delúbio confessou em depoimento, mais tarde, que houve reuniões entre Dirceu e Valério. "Os fatos mostrados aqui derrubam de uma vez a tese de que José Dirceu não tinha relação com Marcos Valério", afirma Barbosa, rechaçando a tese da defesa de Dirceu. 

Julgamento

Nesta quarta-feira (3), o STF começou a julgar a cúpula petista acusada de idealizar e operar o mensalão.
Além de Dirceu, são acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha Genoino e Delúbio --nesta etapa do julgamento, os ministros do STF analisarão somente o crime de corrupção ativa. 
Além dos três petistas, nesta parte do item 6 da denúncia, também respondem por corrupção ativa Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, além de Rogério Tolentino, advogado de Valério, as ex-funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcellos e Geiza Dias e o ex-ministro dos Transportes e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto. O grupo ligado a Valério já foi condenado em outras fases do julgamento por peculato, corrupção ativa (em relação a outros réus) e lavagem de dinheiro.
A previsão é que o voto de Joaquim não tome a sessão inteira, o que daria tempo ao ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, começar a apresentar seu voto.
Os petistas são acusados de usar o esquema operado por Valério para fazer repasses de dinheiro a parlamentares da base aliada. Na sessão de segunda-feira (1º), 10 réus ligados ao PP, PL (atual PR), PTB e PMDB foram condenados por receber recursos ilegais. Além deles, foram condenados também os ex-sócios da corretora Bônus-Banval, intermediária no esquema, Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg.

Segundo o relator, foi Dirceu quem se reuniu com o Banco Rural e o BMG antes que empréstimos fossem concedidos a Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão. Delúbio confessou em depoimento, mais tarde, que houve reuniões entre Dirceu e Valério. "Os fatos mostrados aqui derrubam de uma vez a tese de que José Dirceu não tinha relação com Marcos Valério", afirma Barbosa, rechaçando a tese da defesa de Dirceu. 

Julgamento

Nesta quarta-feira (3), o STF começou a julgar a cúpula petista acusada de idealizar e operar o mensalão.
Além de Dirceu, são acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha Genoino e Delúbio --nesta etapa do julgamento, os ministros do STF analisarão somente o crime de corrupção ativa. 
Além dos três petistas, nesta parte do item 6 da denúncia, também respondem por corrupção ativa Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, além de Rogério Tolentino, advogado de Valério, as ex-funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcellos e Geiza Dias e o ex-ministro dos Transportes e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto. O grupo ligado a Valério já foi condenado em outras fases do julgamento por peculato, corrupção ativa (em relação a outros réus) e lavagem de dinheiro.
A previsão é que o voto de Joaquim não tome a sessão inteira, o que daria tempo ao ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, começar a apresentar seu voto.
Os petistas são acusados de usar o esquema operado por Valério para fazer repasses de dinheiro a parlamentares da base aliada. Na sessão de segunda-feira (1º), 10 réus ligados ao PP, PL (atual PR), PTB e PMDB foram condenados por receber recursos ilegais. Além deles, foram condenados também os ex-sócios da corretora Bônus-Banval, intermediária no esquema, Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg.

"Na verdade, o que eu tenho dito sempre é que não se pode exigir em relação a ele o mesmo tipo de prova direta que nós temos em relação a algumas outras pessoas, mas é uma prova indiciária, abundante, torrencial mesmo, e que respalda integralmente a acusação feita no sentido de que ele é o chefe da quadrilha", afirmou durante intervalo da sessão de segunda-feira.
No caso de Delúbio, a sua defesa admite que foi usado dinheiro de origem ilegal, mas para fazer caixa dois e não para pagar propina a parlamentares da base aliada.

Tese do caixa dois rejeitada

A maioria dos magistrados já rejeitou a tese das defesas e de lideranças do PT --entre elas do ex-presidente Lula-- de que os recursos eram para o pagamento de dívidas eleitorais não declaradas, prática conhecida como caixa dois. No entendimento dos ministros, os recursos foram, sim, usados pelo PT para comprar apoio político no Congresso Nacional. Até agora, foram condenados 22 réus no total.
Depois do relator e do revisor, votam os demais ministros por ordem inversa de antiguidade na Corte, começando pela ministra Rosa Weber, a mais nova no tribunal, até o decano do Supremo, ministro Celso de Mello. O último a votar será o presidente do STF, ministro Ayres Britto.
Concluída a votação sobre o item 6 do processo, o quarto a ser analisado pelo Supremo, os magistrados terão ainda mais três tópicos da denúncia para analisar: itens 7 (lavagem de dinheiro por parte do PT), 8 (evasão de divisas) e 2 (formação de quadrilha). Antes, já foram votados o item 3 (contratos das agências de Marcos Valério com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados), item 5 (gestão fraudulenta do Banco Rural) e item 4 (sobre lavagem de dinheiro). 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Suplente de Marta é investigado por suspeita de enriquecimento ilícito


O vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), que assumirá uma vaga no Senado com a saída de Marta Suplicy (PT-SP), é investigado pelo Ministério Público de São Paulo desde agosto pela suspeita de enriquecimento ilícito.
O Ministério Público não informou a causa, mas o vereador disse que foi intimado a explicar o motivo de manter R$ 360 mil em casa, entre dólares e reais, conforme declarou à Justiça Eleitoral.
Ayrton Vignola-15.dez.2009/Folhapress
O suplente de Marta Suplicy, Antonio Carlos Rodrigues, ao ser reeleito para presidente da Câmara de São Paulo
O suplente de Marta Suplicy, Antonio Carlos Rodrigues, ao ser reeleito para presidente da Câmara de São Paulo
Ontem, o vereador colocou suas declarações de renda à disposição e disse que, ao ser informado pela Folha, conversou com um procurador do Ministério Público para tirar dúvidas. "Ele me respondeu: 'Não há nada contra você, abriu, você vai comprovar e acabou. De onde veio o dinheiro, a fonte, aí tudo bem'."
Dizendo-se irritado com o caso, disse que só como pessoa física chegou a receber, em média, cerca de R$ 560 mil por ano. "Posso guardar R$ 100 mil por ano."
O futuro senador já teve outros problemas na Justiça. Em 2010, o Superior Tribunal de Justiça acatou recurso contra decisão de segunda instância que o condenou a devolver R$ 32,7 milhões aos cofres públicos em razão de um contrato firmado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) quando ele presidia a companhia, em 1992.
Carlinhos, como é conhecido, declarou neste ano patrimônio de R$ 974 mil --em 2008, o valor foi de R$ 1,5 milhão, sendo R$ 99,5 mil em moeda nacional. Diz que empobreceu por ter transferido parte dos bens para os filhos.
TRÂNSITO LIVRE
Com trânsito em diversas correntes políticas e fama de bom articulador, foi eleito quatro vezes seguidas presidente da Câmara Municipal de São Paulo, um recorde. Carlinhos expandiu o poder após ser chefe de gabinete na então Secretaria das Administrações Regionais na gestão Paulo Maluf (1992-1996).
Também se aproximou das empresas de ônibus e se dizia "amigo" dos empresários do setor.
Na Câmara, onde quase chegou à agressão física com adversários, foi o principal líder do "centrão", grupo de vereadores de diversos espectros formado para obter vantagens dos prefeitos, começando por Marta.
Em 2009, foi acusado pela Polícia Federal de receber propina da construtora Camargo Corrêa para interceder no Conpresp (órgão municipal de preservação do patrimônio histórico) pela liberação de um terreno.
Os outros senadores por São Paulo são Eduardo Suplicy (PT) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Em despedida do Supremo, Peluso diz que 'juiz não condena por ódio'


Após proferir seu último voto no STF (Supremo TribunalFederal) e defender a condenação de cinco réus do mensalão, o ministro Cezar Peluso fez um discurso nesta quarta-feira afirmando que "nenhum juiz verdadeiramente condena alguém por ódio".
Como completa 70 anos na segunda-feira, Peluso se aposenta compulsoriamente e, por isso, só participa de parte do julgamento do mensalão.
Hoje, ele votou pela condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) por corrupção passiva e peculato por desvio de recursos da Câmara e do ex-diretor do Banco do BrasilHenrique
Pizzolato por desvio de recursos da instituição financeira. Ele também defendeu a condenação de Marcos Valério e dois ex-sócios por participação nos dois desvios.
Peluso lembrou que tem mais de 40 anos na magistratura, sendo nove anos no Supremo. "Nenhum juiz verdadeiramente, em sua votação, condena alguém por ódio", disse. "É com esse sentimento amargo, que eu cumpro este instransponível dever que é estabelecer essas condenações", completou.
Peluso recebeu homenagens dos colegas. "Vossa excelência é o retrato do seu discurso.Não há um hiato, uma brecha sequer. A autenticidade esta nisso, no que se teoriza e o que se pratica. Receba, ministro Peluso, nossa gratidão",afirmou o presidente do STF , Carlos Ayres Britto.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que a passagem de Peluso "ficará gravada na história da Justiça brasileira". "Saberíamos que o senhor, no STF, daria ao efêmero a densidade do eterno", afirmou.
Falando em nome dos advogados, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) disse que participou do processo de escolha de Peluso e que ele "chegou pronto" ao Supremo. "Vosa excelência não teve que vir aqui para provar alguma coisa. Vossa excelência já era um magistrado pronto. Vossa excelência não sai do tribunal pela aposentadoria, e sim fica pelo seus votos", disse.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Reviravolta na política de Itanhaém

Reunião dos prefeituráveis Jaime Carrasco, Zé Renato, Zé Roberto, Prof. Regina e Ruy Santos, articulam em conjunto um acordo para lançamento de candidato único a Prefeito. É a até agora chamada TERCEIRA VIA.





a manhã desta quinta-feira (02/06/2011) as principais lideranças oposicionistas de Itanhaém se reuniram para debater e articular a respeito do cenário eleitoral de 2012, consolidando o movimento da TERCEIRA VIA, que visa eleger o Prefeito da cidade.

Ficou acertado entre os participantes que o candidato que demonstrar maior viabilidade eleitoral e capacidade de levar adiante as propostas comuns de desenvolvimento com justiça social – defendida pelos partidos aliados – encabeçará a chapa majoritária, sendo que o segundo colocado ficará com a posição de vice, com o compromisso dos demais em apoiar os que despontarem nas pesquisas.

O grupo une tanto a experiência quanto o espírito inovador ao abarcar lideranças de peso como o ex-Prefeito e advogado, Jaime Carrasco; o Vereador e ex-Presidente da Câmara Municipal, Zé Renato; o empresário e ex-Presidente da ACAI, Zé Roberto; a Vereadora Professora Regina; e o Vice-Prefeito e arquiteto Ruy Santos.

Além destes que são pré-candidatos, também participaram ativamente da reunião outras lideranças da cidade: o ex-Prefeito João Carrasco; o ex-Vice-Prefeito e ex-Vereador Dr. Alder Valadão; o Vereador Alexandre Firmino; o empresário Douglas de Assis; o Assessor do Deputado Caruso, Mauro Vitturi; o Coordenador de campanha do PT, Wilton Reis Brito; e o Diretor do Centro Acadêmico de Relações Internacionais da PUC-SP, Conrado Carrasco. Representando a coordenação do Movimento estavam o advogado e empresário Dr. Cássio Luiz Muniz, o fisioterapeuta Claudinei Buccioli, e o Professor Jeová Martins.



O Movimento TERCEIRA VIA se coloca firmemente contra a atual administração municipal e condena veementemente o uso abusivo da máquina, do aparelho estatal, como forma propulsora de candidaturas. A proposta é lutar com vigor para que uma nova forma de governar se instaure na cidade, aproximando a população das decisões e primando pelo desenvolvimento sustentável de Itanhaém.



Conrado Carrasco

quinta-feira, 28 de junho de 2012

JR afirma que aliança entra fortalecida na campanha


Durante a convenção que oficializou a candidatura de Marco Aurélio (PSDB) à Prefeitura de Itanhaém, o candidato a vice-prefeito na chapa, Zé Roberto, afirmou que a aliança entra fortalecida na campanha a partir do dia 6 de julho. “Tudo deu certo neste processo político, desde as primeiras conversas entre PSDB e PMDB, o crescimento do nosso grupo político, a ascensão do governo, as novas obras que estão sendo anunciadas nos bairros e a nossa dobradinha, anunciada hoje, que é uma parceria de duas lideranças, que conhecem e amam a cidade. Não somos aventureiros”
Zé Roberto destacou a quantidade de candidatos a vereador que sairão às ruas pela aliança Itanhaém Ainda Melhor. “São homens e mulheres comprometidos com a cidade, com a sua população. São lideranças nos seus bairros, nos seus segmentos de atuação e certamente conhecem os problemas da cidade”.
O candidato a vice-prefeito aproveitou para lembrar a população que na campanha vão surgir vendedores de ilusões, políticos ligados a outras cidades, sem identificação com a população de Itanhaém. “Eles vão falar em um novo rumo para a cidade. Só que Itanhaém já tem rumo. Está no rumo certo. Não precisa de experiências novas. Em oito anos, a cidade mudou para melhor”.
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